quinta-feira, 24 de janeiro de 2008




Matéria publicada no jornal
O Perú Molhado edição 840
– por Miriam Danowski


Axel Brummer e Peter Glockner, nascidos na Alemanha Oriental, entusiasmados com a queda do muro de Berlim, pegaram suas bicicletas e saíram mundo afora, a começar pela China. Depois, tiveram a idéia de construir um junco chinês (o que foi feito na Indonésia), igual ao barco que Marco Polo usou nas suas viagens.
Fizeram a travessia do Atlântico, saindo de Veneza, até a Alemanha. E também reproduziram a rota de Marco Polo.
Apaixonados pelo Brasil, eles chegaram a morar por cinco anos na Amazônia, e casaram ambos com mulheres daquela região. Nessa época, os dois, que não deixam escapar uma aventura, subiram o rio Amazonas de caiaque.
Desta vez, decidiram refazer a rota do Pedro Álvares Cabral. O barco aportou em Salvador e saiu, no dia 16, rumo à Búzios, onde chegou dia 23 de janeiro.
Essa viagem foi feita sem patrocínio, ao contrário da rota de Marco Polo, que teve apoio do governo alemão. De Búzios vão até ao Rio.
Só não sabem ainda o que vão fazer com o barco depois disso, já que têm planos de se estabelecer no Paraguai, onde já compraram terras e vão construir suas casas. Inclusive, aceitam sugestões.
No trecho Salvador-Búzios, aderiu à tripulação o advogado André Martins e sua filha Maíra. Ao todo são 15 pessoas, sendo três brasileiros e o restante de nacionalidades variadas.
Mas Axel e Peter, ao percorrer o roteiro de Cabral, querem mais do que vencer um desafio. Acreditam plenamente na hipótese, defendida por alguns autores ingleses, de que, antes dos portugueses, foram os chineses que chegaram às costas brasileiras. Será?

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