Texto para o Jornal O Perú Molhado
Búzios, 2002
Assumpção: Búzios como ela era
Entrevista a Marcelo Lartigue
Texto final Miriam Danowski
Aos 84 anos, cheio de casos para contar, Assumpção é testemunha viva da história de Búzios a partir da segunda metade do século XX, já que, como funcionário da Cia Odeon e secretário particular, primeiro de Octávio Reis e depois de seu filho Luis Reis, cuidou diretamente dos negócios da empresa na península. Hoje, mais ativo do que nunca, esse conterrâneo de Garrincha – ele nasceu em Pau Grande, Magé, Estado do Rio - continua na lida, agora, à frente da administração do Condomínio Atlântico, na Ferradura. Com o grande craque da bola, Assumpção tem em comum a habilidade de driblar as dificuldades, em parte graças ao fino humor, sempre de prontidão para flagrar situações curiosas
João Gomes Assumpção chegou em Búzios no ano de 1951, quando Luis Reis estava construindo a casa da Azeda, em terras que havia comprado de Cassiano Rodrigues de Carvalho, cinco anos antes, quando aqui chegou pelas mãos do avô Honnold. Ele lembra bem: “O Cassiano era o pai do Israel, do Isaías. Os filhos dele estão por aí ainda hoje. Depois, levamos 11 anos para conseguir o aforamento da Marinha, uma epopéia. O encarregado de obra havia sido o Nério, que esteve ali até recentemente, quando o Aloísio comprou a propriedade”.
O projeto foi do próprio Luis que, segundo Assumpção, era muito “atilado”. Primeiro ele construiu a casa na Azeda, que era uma praia quase deserta, mas depois começou a ficar muito “badalada” e ele quis construir outra, na Ponta da Matadeira, lá por volta de 1977. O terreno chegou a ser preparado, mas o sonho de Luis não pode ser realizado. “É um platô lindo, acho que a área mais valiosa que tem em Búzios. Parece o convés de um navio”. Naquela época, não existia ainda a comunicação da Azeda com a Praia dos Ossos. Assumpção conta que só havia o primeiro caminho feito pelo então caseiro, o Genaro, sozinho.
O amor de Luis Reis pela casa, pela Azeda, era tanto, que ele quis levar aquela paisagem para o Rio de Janeiro, onde morava: “Ele havia comprado um apartamento em construção na Avenida Atlântica, por volta de 1968. Era uma cobertura, três andares, com piscina e tudo, que está agora com os Benchimol. Aí o Luis chamou o Bruno Karl Picolin, um arquiteto alemão, o idealizador do condomínio da Ferradura. E pediu para que ele reproduzisse a vista da Azeda no segundo andar. Lá o mar ficava mais embaixo, mas ficou igualzinho mesmo, que atividade do profissional!".
Antes de assumir seu cargo na Cia Odeon, Assumpção trabalhou na Cia de Estrada de Ferro de São Jerônimo, fundada por Eugênio Honnold, avô de Luis, uma sociedade anônima, com muitos acionistas. Ficou sabendo do emprego através de um anúncio no Correio da Manhã, que dizia: “Precisa-se de correspondente”. Então, o jovem Assumpção – tinha 30 anos redondos -, cujo futuro previsível seria o de fazer carreira na América Fabril, que empregava quase toda a população de Pau Grande, não podia pensar em oportunidade melhor, a começar pelo salário sedutor – hoje seriam uns 2.500 reais.
Além do mais, ele, apesar de se considerar um “ilustre analfabeto” – não dispensa o “ilustre” – era chegado às letras. Desde o tempo de colégio, estava sempre escrevendo e desenhando caricaturas com bico de pena, em um jornalzinho chamado “Folha de Couve”. O único exemplar era disputadíssimo, quando saíam as edições, semanalmente. Depois, abriu seu próprio jornal, com um cunhado do prefeito de Magé, “O Progressista”. E ainda uma revista em Petrópolis. Por isso, achou que aquele cargo “lhe cairia como uma luva”. Mandou o currículo e foi escolhido.
A empresa, que fazia exploração e transportava minérios, inclusive aqueles que eram estratégicos em tempos de guerra, ocupava no Rio todo o 11º andar do edifício Odeon, na Cinelândia. Mas a sede era em Porto Alegre, onde eram donos da Companhia de Eletricidade e Luz e dos bondes, além da Companhia de Navegação dedicada ao transporte de carvão. Tinha, segundo Assumpção, um capital de 100 milhões: “Não me lembro se de cruzeiros ou de cruzados. Mas o pai do Luis, o Octávio Reis, casado com a filha do Eugênio Honnold, também dono do Banco Português do Brasil, era o cabeça. Quando eu entrei naquela sala, fiquei impressionado como era luxuosa. A vista para o mar, os pássaros aquáticos - a Baía de Guanabara ia até ali na ocasião”.
E lembra bem o seu espanto com o que lhe disse o “Seu Octávio”: “Olha, você vai trabalhar aqui. E aqui, tudo se faz muito devagar. Nada de correr”. Lembra, também, que, no Natal, respondia a mais de 300 mensagens e de ter ficado sensibilizado pela gentileza do patrão que colocava sempre o nome da mulher, Niná, antes do dele, nessas correspondências. Resume: “O Octavio Reis era muito generoso. Sabia cativar, dava valor à qualidade do serviço”.
Com o velho Honnold, Assumpção conviveu pouco, já que meses depois ele faleceu. Sua mulher, Jeannne, ficou como diretora da Odeon por muito tempo. Depois ela morreu e ficou em seu lugar a mãe do Edgard Rocha Miranda, a Luíza Honnold da Rocha Miranda. Ela, junto com o Luis Reis compunham a administração da Cia, com a assessoria de Mario Sampaio Ferraz, que ainda está na diretoria, ao lado do Octavio Rocha Miranda. Ao contrário da Cia Estrada de Ferro de São Jerônimo, a Odeon era da família. Assim, quando morreu seu pai, Luis Reis, que era diretor-presidente dessa última, chamou Assumpção para trabalhar com ele.
Na Odeon, fazia as atas, doações para a Igreja - todos os negócios da Cia em Búzios passaram pela sua mão: “Quando começaram a me mandar para Cabo Frio e viram que eu tinha jogo de cintura para lidar com o prefeito, me deram todo o apoio. E eu consegui o inimaginável em administração pública, porque eu tinha uma chave de ouro na mão. Quando eu chegava de viagem de Cabo Frio, muitas vezes vinha com uma despesa de almoço que não tinha mais tamanho. Mas sabe por que? Porque convidava o secretário do prefeito para almoçar. Aí aparecia lá o delegado, e mais gente. Eu pensava que eles iam estranhar, mas adoravam aquilo: ‘Muito bem Assunção, assim que nós queremos’. Eu tinha tudo, inclusive motorista, à minha disposição, dirigindo um Chevrolet 51”.
Um caso de amor e de negócios - Mas a história de Búzios, segundo Assumpção, está intimamente ligada à grande paixão de Luis Reis por uma francesa, Dona Giselle Zuco: “O Luis não trabalhava, era rico. E se interessou por ela, que era bonita mesmo. O namoro começou na França. Uma vez ela veio ao Rio, e ele cismou de casar. Então, ele resolveu pedir a mão dela. Mas aí a mãe do Luis e o avô queriam fazer tudo em grande estilo. O Honnold era dono de banco, de fábricas de tecido, de minas de carvão, edifícios no Rio de Janeiro como o Odeon (na Cinelândia), o Brasiluso (na Teófilo Otoni), aquele outro em Copacabana. O pai da moça também era banqueiro na França. Então, foram todos para lá e o avô, patriarca da família, se adiantou para pedir a mão dela em nome do Luis. A resposta do pai da moça foi só essa: ‘Minha filha só casa com um homem que trabalha!’ E foi um mal estar danado. Ela mesmo, Dona Gisela, enquanto me contava isso, ria, ria...e lembrava do susto que tinha tomado”. Então, voltaram todos para o Brasil.
E o velho Honnold teve uma idéia. Sempre que ia para a Inglaterra, onde tinha muitos amigos, levava pencas e mais pencas de banana-maçã. Na Europa, aquilo era raridade. Resolveu, então, fazer em Búzios uma plantação dessas bananas e exportá-las para a Europa. Mandou vir da Guatemala um técnico, um químico da United Fruits. Ele fez o reconhecimento do lugar, examinou tudo e encontrou no outro lado das Emerências – José Gonçalves - e em Saco Fora as condições ideais de solo. As terras já eram mesmo da Odeon e tudo estava tudo certo quanto à plantação. Aí faltava a exportação. E ele simplesmente montou uma empresa de navegação costeira. Explica: “Tinha três navios, um rebocador, e construiu aqui aquele cais. Eu tenho a planta do cais, de metro a metro”.
Tomadas essas providências, foram à Junta Comercial e registraram: diretor-presidente - Luis Honnold Reis. De volta à França, deu tudo certo, e o velho Zucco liberou a mão de filha para o casório. Isso foi em 1932.
A empresa de navegação estimulou a produção de carvão, farinha de mandioca, de hortigranjeiros, de tudo. De Búzios, o carregamento ia pro Rio e de lá se faziam as conexões. Mas teve um final curioso. Um dia, a navegação costeira nacional entrou em greve. E, como não podia deixar de ser, a do Honnold aqui também. Uma semana, duas semanas, e a greve continuava. Aí, o Jorge Paulo Silva, pai de Aristonil, que trabalhava para ele, apanhou a lista de mantimentos do navio, que era suprido pelo armador, e procurou o patrão: “Seu Eugênio, estava esperando pelo senhor. Tem que comprar cinco sacos de feijão, tantos de farinha”... – “Para quê?” – perguntou ele. – “É lá pros navios”. – “Mas pra quê? Eles estão lá sem trabalhar”... – “Mas tem que dar Seu Eugênio, isso é da lei. Esteja trabalhando ou não, tem que abastecer”. – “Ah é? Então, estão todos desempregados”! E acabou com a empresa.
O fim do empreendimento das bananas também foi sui-generis, segundo Assumpção: “Naquela altura, o Luis estava como diretor da Cia Estrada de Ferro Minas de São Jerônimo. No sul, as minas da empresa, produziam metade de todo carvão do Brasil. O ingleses não entendiam muito da coisa e, um dia, começaram a protestar que estavam sendo logrados, que um cacho tinha 48 bananas, outra tinha 60 (aquilo era contado por cacho, antigamente). Aí foi suspensa a exportação”.
Luis Reis, que morava no Rio, vinha para Búzios toda quinta-feira e ficava o fim de semana. Dona Giselle, no entanto, só veio a Búzios duas vezes. Assumpção ainda lembra com saudade das ocasiões em que a família toda almoçava debaixo da sapotiaba, que tinha ali. Na verdade, ela continuou morando na França, vindo ao Rio de Janeiro por curtos períodos. E o Luis, depois que o pai dela morreu, ia sempre encontrá-la, ficando seis meses lá, outros três no Brasil. Mas levavam bons períodos sem se ver. No Brasil, uma outra francesa encantou Luis. Foi Tatiana Lescova, filha de um general russo, refugiado na França, em 1917, durante a revolução. Bailarina, depois diretora da parte de ballet do Teatro Municipal do Rio, ela adotou a nacionalidade brasileira. Para ela, Luis mandou construir uma casa, em um terreno escolhido por Assumpção perto de sua casa na Azeda. Mas uma sabia da outra e até se admiravam, ficaram mesmo muito amigas, já que Tatiana vivia bons períodos em Paris num apartamento que lhe havia dado o Luis, na casa que ele tinha perto da sede da ONU. Dona Giselle era até agradecida à Tatiana por cuidar do marido, quando ele estava sozinho no Brasil e ela não podia vir, principalmente numa certa ocasião, em ele ficou muito doente. Tanto é que deixou para ela, metade de sua fortuna, quando morreu em 2001, com 95 anos.
Assumpção, no entanto, se admirava com isso: “Sempre fiquei impressionado como o amor deles nunca sofreu arranhões. Cada um com sua vida, mas eles se amavam mesmo! E a própria Giselle me contou passagens da agitada vida amorosa do Luis, que ela achava muito natural. Eu dizia que se ela fosse brasileira, ia partir mesmo para cima da outra com um pedaço de pau, e ela ria, achava muita graça. Além da Tatiana, entretanto, havia a Maria Tereza, mulher bem mais jovem, para quem ele deu um apartamento de cobertura no prédio que havia mandado construir na Rua Henrique Dumont, em Ipanema, onde eu fui síndico, que era um palácio de tão grande. E mais outras, como Cândida Vargas. O Luis não era fácil, como dizia a Dona Giselle”...
Maria Tereza, porém, não inspirava a mesma simpatia à Dona Giselle que Tatiana. Esse estranhamento foi confirmado em 1986, quando ela foi visitar Luis no quarto que ocupava em um hotel da Suíça - que, aliás, era de sua propriedade, onde ele lutava contra um câncer generalizado, aos 77 anos. Na portaria, quando ela, Dona Giselle, se apresentou como esposa do enfermo, disseram que não podia ser, porque a esposa dele já estava lá. É que a Maria Tereza já havia se registrado como tal, lhe causando grande constrangimento.
Honnold, um incompreendido - Foi Eugenne Honnold, engenheiro alemão, naturalizado americano, que, conforme conta Assumpção, abriu as portas de Búzios, em 1916: “Ele, que tinha uma companhia de navegação, queria fazer um porto de minério e resolveu fazer aqui em Búzios, embora não tivesse conseguido. Queria fazer o estaleiro, vinculado a um porto, na Praia do Forno, que era o lugar ideal. Quando chegou, viu que precisava de muita terra e começou a comprar, comprar. Começou comprando lá do rio São João, a fazenda Campos Novos, que tinha sido dos jesuítas. E veio até a península, comprando praticamente tudo. Quem não vendeu, ficou quase ilhado”.
Segundo Assumpção, Honnold não foi compreendido pelas autoridades brasileiras: “Recebiam ele como um homem rico. Mas não o levaram a sério. O estado do Espírito Santo é que acabou conseguindo. Porque ninguém entendia que um dia a Rio-Bahia ia passar por aqui. Questão de mentalidade. Enquanto eles viam com antolhos, o Eugenne Honnold via longe. Então, desgostoso, ele largou as terras aí”.
Assumpção, que sempre “gostou de mato e de caçar – antes isso não era vergonha”, ficou por três anos mapeando as propriedades da Odeon. E lhe deram um encargo “pesadíssimo”: “Eu tinha que indenizar as roças de todo mundo. As pessoas iam continuar no mesmo lugar, mas era preciso fazer isso através do cartório, porque as terras eram da Companhia. Através de um termo de indenização, os lavradores reconheciam que as terras eram da Odeon”. Conta que fizeram uma reunião, por volta do ano de 1972, na casa do Jorge Paulo Silva (pai de 18 filhos), na Rua da Brava, a qual vieram 60 agricultores. A maioria dos trabalhadores de roça era de mulheres, os homens não passavam de meia dúzia: “Elas trabalhavam bem mais que os homens. Não só nas roças, plantando aipim, fazendo farinha, mas também pescando e lavando as roupas nos poços d’água”.
Ele lembra que o clima daquela reunião estava bem tenso. A ponto de o motorista Ivan ter achado que iam ser linchados, quando viu aquela multidão de lavradores se aproximando. Assumpção foi, depois, olhar cada roça e conferir quantas bananeiras, quantos pés de mandioca, de feijão, para chegar ao preço da indenização: “Fizemos a escrituras, pagamos no cartório da Marli. Tudo direitinho. E quando já haviam assinado, disse que podiam ficar com as colheitas, que a Cia não se interessava por aquilo”.
Desse modo, a Ferradura foi comprada do Giácomo Tardelli; o Forno, da Dona Amélia (mãe da Georgina, avó do Zeca pescador); os Ossos, do Seu Pide; a Azeda, do Cassiano, parte da Ferradura, do Amadeu Francesconi, e assim por diante. Só o pai do Zeca pescador manteve sua parte na praia do Forno - não quis vender.
Centro de Búzios, um grande aterro - Em 1967, a ocupação desordenada das praias, conta Assumpção, levou a Cia Odeon - que era também dona de toda a região da Ogiva, em Cabo Frio - a tomar uma providência: “Eram galpões, seca de peixe, casinhas toscas. Eles gostavam muito dos pescadores, achavam eles desarmados, confiáveis, gente sem maldade nenhuma. E se preocupavam que não tivessem onde ficar, quando aquilo se valorizasse um dia. Resolveram, então, separar um pedaço de terra, definir 108 lotes de 200 m2, para colocar o pessoal, tudo legalizado. Hoje, eu faria diferente, acho que ficou muito apertado, as ruas muito estreitas, e ainda havia o problema de que aquilo era um mangue, cheio de pererecas, de pássaros aquáticos, que eles aterraram com o barro tirado daquele morro na entrada da Ferradura e, também, do Morro do Humaitá. Era uma região tão alagada que, de bote, se podia atravessar da Ferradura até o Bar do Maia. E eu também não teria feito aquele campo de futebol”.
- “Cada lote custava 15 mil cruzeiros (ou cruzados ...) e foram pagos em 60 prestações, sem nenhuma entrada – diz Assumpção -, mas alguns não acabaram de pagar e a Cia relevou”. Conta, também, que recebeu diversas ofertas de pessoas do Rio que queriam dar até 90 mil a vista pelos terrenos, mas que não aceitou.
Encontrando os notáveis - Desse tempo, ao lado de Luis Reis, Assumpção guarda saudades. São histórias que, inclusive, ele está escrevendo, com muita calma (se Seu Octavio Reis estivesse vivo, lhe recomendaria isso), cuidadosamente ilustradas com seus próprios desenhos em bico de pena. Nessas memórias, conta, também, as oportunidades que teve de conviver com figuras que de outro modo não teria conhecido, como Juscelino Kubitschek. “Ele, quando vinha, ficava na casa do Oswaldo Maia Penido, hoje o Solar do Peixe Vivo. E vinha muito para a Azeda, também. O motorista do Seu Luis ia apanhá-lo e quando chegava aqui, ele ficava feliz. Ele tinha um corte, uma cicatriz de uma operação que fez, que ia desde o peito até o umbigo. Quando ele tirava a roupa para tomar banho é que a gente via. Eles tomavam banho e depois almoçavam. Saía todo sorridente. Depois, quando houve a revolução de 64, o Juscelino foi pisoteado, maltratado, vilipendiado, ameaçado, mas sempre se manteve altivo. Um dia, uns 15 anos depois, esse motorista estava no prédio da Avenida Atlântica, esperando o Luis descer para levá-lo ao escritório. Aí parou lá uma perua, diversas pessoas saltaram, entre elas, o Juscelino, indo para o prédio vizinho. E, quando o Juscelino viu o motorista, fez uma festa, saiu da multidão, foi lá e apertou a mão dele. No escritório, o motorista veio me contar, ainda impressionado”.
Quando a Brigitte Bardot esteve em Búzios, Assumpção também a conheceu: “Mas não liguei muito, nem o Luis Reis, que eu saiba. O povo ficava de olho, mas ela não dava muita bola, não. Depois ganhou um terreno onde hoje é o Hotel Colonna, mas nunca assumiu. E como, pelas leis brasileiras da época, depois de dois anos da doação, se a pessoa não desse uma destinação, perdia, ela perdeu. A Brigitte trouxe com ela um mecânico de automóveis, que era seu doce de côco, o Bob Zaguri. No Rio de Janeiro, era fotógrafo, era paparazzi, tudo em cima, e aqui encontrou paz. Eles iam para João Fernandinho, onde estava esse terreno e ela ficava ali, sempre sem roupa, muito à vontade. Veio curtir o amor dela, mas de Búzios, nunca quis saber”.
sábado, 5 de janeiro de 2008
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4 comentários:
Sensacional! Sou paulista, filho de um primo de Luis Reis. Adorei a entrevista do Assumpção. Conheci Luís, Giselle, e Maria Theresa. Há poucos anos conversei por telefone com Tatiana. Nos anos 70 passei alguns dias na linda casa na Praia Azeda. Octávio, Niná e Luís Reis fizeram história no Rio de Janeiro!
Nossa, Luis Eduardo! Cá estou eu te respondendo mais de 2 anos depois. Armadilhas da rede... Que bom que gostou da entrevista! Realmente uma história e tanto essa de seu primo. Alguém escreveu sobre isso? Você sabe?
Grande abraço,
Miriam
Encontrei esta entrevista porque estava procurando sobre a casa na praia Azeda. Espetacular! Gostei muito da História do Sr. Assumpção e da família do Sr. Luis Reis. Parabéns Miriam! Seria tão legal que la tivesse a história, que a casa fosse restaurada e conservada. Quem será o atual dono?
Gostaria de saber se o Sr Assumpção escreveu seu livro de memórias.
Eduardo
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